Publicado 15/03/2026 06:30

Órgão garante que o governo "analisa caso a caso" a fixação dos preços dos combustíveis

O ministro da Economia, Comércio e Emresa, Carlos Cuerpo, dá uma entrevista coletiva após uma reunião com representantes sociais e econômicos para discutir o impacto do conflito no Oriente Médio, na sede do Ministério, em 12 de março de 2026, em Madri
Fernando Sánchez - Europa Press

Prevê que a inflação seja afetada pelos preços da energia em março “de forma significativa” BARCELONA 15 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Economia, Comércio e Empresa, Carlos Cuerpo, garantiu que o governo "analisa caso a caso" a fixação dos preços dos combustíveis nos postos de gasolina após os aumentos dos últimos dias, em entrevista ao 'El Periódico' divulgada pela Europa Press neste domingo.

Cuerpo afirmou que não há “nenhum sinal” de aumentos de preços excessivamente rápidos e acrescentou que o objetivo dessa vigilância reforçada é identificar comportamentos anômalos, tanto no aumento quanto na estabilização e na queda de preços que devem ocorrer no futuro.

No entanto, ele afirmou que sua tendência é “defender os empresários e seu comportamento” durante este episódio provocado pelo conflito no Oriente Médio.

Ele lembrou que, caso ocorra algum comportamento anômalo, caberá à Comissão Nacional de Mercados e Concorrência (CNMC) sancioná-los e que, em todo caso, foi reforçada a troca de informações entre o ministério que lidera, o de Transição Ecológica e a CNMC.

INFLAÇÃO Cuerpo previu que a inflação será afetada em março pelo aumento dos preços da energia “sem dúvida e de forma significativa”.

Ele lembrou que os dados deste mês serão comparados com os de março de 2025, que “foi um mês de bom desempenho para os preços da energia”, pelo que o efeito do aumento será mais perceptível devido ao efeito de base do ano passado.

De qualquer forma, ele destacou que é necessário observar a duração desse aumento dos preços e “até que ponto as perspectivas de inflação a médio e longo prazo se desviam dos 2%” que o Banco Central Europeu (BCE) tem como meta de longo prazo. MEDIDAS

O ministro evitou confirmar quando serão aprovadas medidas para amenizar os efeitos desse aumento, embora tenha destacado que a situação atual é diferente daquela que se vivia no início da invasão russa da Ucrânia.

Ele destacou que o gás determina o preço da energia elétrica em 19% das horas — contra 75% em 2019 —, pelo que “parte das medidas” será destinada a aumentar a aposta na eletrificação e nas energias renováveis.

Além disso, ele antecipou que haverá medidas fiscais — embora sem especificar quais — para minimizar o aumento da energia, bem como proteção dos rendimentos, com atenção especial a setores como a pesca, o agroalimentar e o transporte de distribuição.

Por fim, o governo prevê medidas relacionadas ao escudo social, com pontos semelhantes aos aprovados no início da guerra na Ucrânia, como a proibição do corte de fornecimento a famílias vulneráveis.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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