Publicado 03/07/2026 15:48

O órgão eleitoral máximo do Peru proclama Keiko Fujimori como presidente eleita

24 de junho de 2026, Lima, PERU: Lima, 24 de junho de 2026. Coletiva de imprensa da candidata à presidência pelo partido Fuerza Popular, Keiko Fujimori. Fotos: Cesar Campos/@photp.gec
Europa Press/Contacto/El Comercio

MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -

O Jurado Nacional de Eleições (JNE) do Peru proclamou nesta sexta-feira Keiko Fujimori como presidente eleita do país, após ela ter superado o candidato Roberto Sánchez no segundo turno das eleições, realizado no último dia 21 de junho, tornando-se a nona chefe de Estado em apenas uma década.

“Proclamo que a chapa de candidatos apresentada pela organização política Fuerza Popular é a vencedora da eleição para presidente e vice-presidentes da República nas eleições gerais de 2026”, afirmou o presidente do JNE, Roberto Burneo, em uma cerimônia realizada na sede do órgão eleitoral máximo do país.

“Consequentemente, proclamo a Sra. Keiko Sofía Fujimori Iguchi como presidente da República, o Sr. Luis Fernando Galarreta Velarde como primeiro vice-presidente (...) e o senhor Miguel Ángel Torres Morales como segundo vice-presidente (...) para o mandato de 2026 a 2031”, acrescentou Burneo, após a leitura dos resultados obtidos pelos candidatos da Fuerza Popular e da Juntos pelo Peru.

Fujimori torna-se, assim, chefe de Estado após concorrer em outras três ocasiões — 2011, 2016 e 2021 —, ficando sempre em segundo lugar. Nestas eleições, ela superou seu rival por 49.641 votos, ou seja, uma diferença de apenas 0,27%.

A líder conservadora reagiu à proclamação com uma mensagem em suas redes sociais, na qual expressou sua “profunda gratidão” pela “confiança” depositada por seus eleitores.

“Começa uma nova etapa. Assumimos essa etapa com responsabilidade, humildade e um profundo senso de dever. Cada dia desse processo de transição é uma oportunidade para ouvir, dialogar e chegar preparados para o início do novo governo”, afirmou na mesma publicação, na qual já compartilhou os perfis de sua presidência nas redes sociais.

Roberto Sánchez, por sua vez, ainda não se pronunciou até o momento, mas vale lembrar que nesta mesma quinta-feira ele solicitou medidas cautelares perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), alegando mudanças nas regras em “pleno” processo eleitoral.

Após a proclamação, o próximo passo será a entrega das credenciais à chapa presidencial eleita. Burneo já havia adiantado, no início desta semana, que a cerimônia será realizada no dia 15 de julho, ao meio-dia, no Teatro Nacional. Com esse ato protocolar, o JNE reconhecerá formalmente as novas autoridades que assumirão o governo do país nos próximos cinco anos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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