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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador rejeitou na quinta-feira um pedido da candidata da oposição Luisa González para revisar centenas de registros eleitorais devido a supostas irregularidades que teriam beneficiado o presidente Daniel Noboa, vencedor do segundo turno realizado em meados do mês.
Especificamente, González solicitou a revisão de cerca de 1.800 folhas de registro, totalizando aproximadamente meio milhão de votos. Noboa obteve pouco mais de 55% dos votos (cerca de 5,8 milhões de cédulas), enquanto o candidato do "correismo" recebeu cerca de 4,6 milhões de votos (44%).
Embora o NEC tenha se recusado a revisar essas folhas de contagem, Gonzalez ainda pode contestar a decisão do órgão eleitoral perante o Tribunal de Disputas Eleitorais (TCE). Se esse tribunal também rejeitar as reivindicações da oposição, o NEC poderá proclamar oficialmente os resultados.
Desde o segundo turno, Gonzalez denunciou uma possível fraude eleitoral em favor de Noboa. Entretanto, aliados políticos no Equador e em grande parte da América do Sul deram as costas a essas alegações do "correismo", que só ganhou o apoio de Nicolás Maduro, da Venezuela, e Gustavo Petro, da Colômbia.
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