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MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
O Partido Nacional Boliviano (Pan-Bol) denunciou nesta terça-feira que foi impedido de registrar seus candidatos nas eleições que o país latino-americano realizará em meados de agosto, incluindo o desqualificado ex-presidente Evo Morales, depois que as autoridades eleitorais bolivianas asseguraram dias atrás que sua formação Evo Pueblo "não existe".
"Denunciamos publicamente que não nos foi permitido entrar com a documentação para solicitar as credenciais para poder registrar nossos candidatos; nesse sentido, o Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) não nos permite exercer nosso direito político em nível nacional", disse a líder do Pan-Bol, Ruth Nina, em declarações ao jornal 'El Deber'.
O órgão eleitoral informou que não pôde aceitar o pedido do Pan-Bol porque o prazo para apresentação de candidatos para as eleições de 17 de agosto já expirou, segundo a agência de notícias estatal ABI.
O partido político foi retirado do registro do TSE por não ter alcançado 3% dos votos nas eleições de 2020, conforme exigido pela lei eleitoral boliviana. O ex-presidente tentou concorrer à presidência com o Pan-Bol, depois que a Frente para la Victoria (FPV) também perdeu seu status legal pelo mesmo motivo.
Além disso, há uma semana, o TSE garantiu que seu partido Evo Pueblo também não pode registrar candidatos, pois "não existe". "Nem mesmo essa organização solicitou o registro de personalidade jurídica", disse o TSE.
Em resposta à impossibilidade de registro de Morales, centenas de seus partidários marcharam até a capital boliviana, La Paz, dirigindo-se ao TSE para forçar sua candidatura.
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