Alberto Ortega - Europa Press
MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro vice-presidente e ministro da Economia, Carlos Cuerpo, acusou hoje o Partido Popular de ter ultrapassado “demasiados limites” ao intimidar os funcionários que estão tramitando a “lei dos netos”, que prevê a concessão da nacionalidade espanhola aos descendentes de espanhóis que emigraram após a Guerra Civil.
Carlos Cuerpo fez essas declarações durante um evento no ICEX, onde afirmou ter lido declarações que “intimidam e coagem os funcionários no exercício de suas funções”, em referência àqueles que estão processando os pedidos. “Acredito sinceramente que estão ultrapassando muitos limites e que deveriam refletir sobre isso”, exclamou o vice-presidente.
A esse respeito, ele questionou o “perfil radical” da posição do Partido Popular em relação a esse direito, “a essa dívida que nosso país tem com os filhos e netos daqueles que tiveram que partir”.
Na sua opinião, isso traz várias consequências negativas e a primeira, observou ele, é que coloca em dúvida esse direito por parte dos filhos e netos que tiveram que abandonar nosso país durante a guerra e no período posterior. E a segunda, acrescentou, é que, além disso, “questiona a legitimidade” das eleições e do sistema democrático.
Carlos Cuerpo não quis se pronunciar sobre as declarações feitas ontem por José María Aznar, que pediu uma maioria nacional para derrubar o governo de Pedro Sánchez, e limitou-se a reiterar sua opinião sobre a chamada “lei dos netos”, exigindo mais uma vez que o PP “seja prudente” e “não ultrapasse certos limites apenas para avançar ou tentar fazer certos cálculos ou usar argumentos eleitoreiros”.
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