Publicado 07/09/2026 05:37

A organização Ecologistas em Ação recorre da regulamentação do período de proibição parcial de pesca na Comunidade de Castela e Leão

Archivo - Arquivo - Um caçador pertencente à Reserva de Caça de Cela caminha pela área de caça Tecor Santa Isabel em busca de caça menor, em 16 de outubro de 2022, em Vilela, Outeiro de Rei, Lugo, Galícia (Espanha). O período geral de caça para a prática
Carlos Castro - Europa Press - Arquivo

VALLADOLID 7 set. (EUROPA PRESS) -

A Federação de Ecologistas em Ação de Castela e Leão entrou com um recurso contra a aprovação da Portaria AGR/743/2026, de 29 de julho, que regulamenta a atividade cinegética na Comunidade para a temporada 2026-2027, denunciando a insuficiência de informações técnicas e científicas que justifiquem a caça das espécies contempladas na temporada de caça intermediária. A organização ambiental alertou que a medida foi aprovada na ausência de relatórios sobre inúmeras espécies e diante do risco existente para populações em declínio.

Conforme detalhado pela organização, durante a Comissão de Caça realizada no mês de julho, foram fornecidos apenas dados técnicos — na sua opinião, totalmente insuficientes — sobre sete espécies: codorna-comum, rola-comum, galinhola, abibe-europeu, pato-silbador-europeu, maçarico-comum e maçarico-pequeno. No entanto, a organização destacou que outras dezoito espécies cinegéticas não contam com estudos específicos que permitam avaliar sua situação populacional, a pressão cinegética a que estão sujeitas ou as condições para autorizar sua caça, especialmente em áreas atingidas por incêndios.

A federação ambientalista, por meio de um comunicado divulgado pela Europa Press, lembrou que a autorização da atividade deve ser compatível com a Diretiva 2009/147/CE relativa à conservação das aves selvagens, especialmente durante os meses de agosto e setembro. Além disso, ressaltou que Castela e Leão apresenta uma grande diversidade territorial, pelo que as populações de uma mesma espécie variam de acordo com a província, tornando inviável uma gestão homogênea sem a disponibilidade de dados atualizados sobre tendências reprodutivas ou mortalidade.

Entre as espécies afetadas, a organização destacou a codorna-comum e a rola-europeia, cujas capturas oficiais ultrapassam os limites recomendados. No caso da codorna, as capturas médias anuais declaradas entre 2019 e 2025 atingiram 465.352 exemplares, contra o máximo de 400.000 sugerido pelos estudos de referência do Governo Regional. Quanto à rola-comum, após a moratória aplicada em 2021, a espécie registrou uma recuperação média de 9,6%; no entanto, foi aprovado um aumento da cota de captura de 13,6%, valor que ultrapassa o ritmo de recuperação e pode comprometer seu futuro.

Por fim, a Ecologistas em Ação manifestou sua preocupação com a prática da caça em áreas afetadas por incêndios florestais, exigindo uma justificativa rigorosa que comprove que as capturas e os perturbações sejam compatíveis com a recuperação do ecossistema. Caso contrário, a organização defendeu que a atividade deve permanecer suspensa e reclamou a aplicação do princípio da precaução para reduzir a pressão cinegética sobre as espécies em declínio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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