MADRID 22 mar. (EUROPA PRESS) -
A associação Dignidade e Justiça denunciou que a concessão do regime de semiliberdade à ex-líder da ETA Soledad Iparraguirre, conhecida como Anboto, é “o resultado do pacto de governabilidade em vigor entre o PSOE e o Bildu, que permite que Pedro Sánchez permaneça na Moncloa”.
Foi o que afirmou a associação, que também assegurou que o Governo basco “voltou a ultrapassar mais uma linha moral e a trair as vítimas do terrorismo”.
“A semiliberdade de Anboto ocorre após a concessão do mesmo benefício a cerca de trinta outros terroristas, entre os quais se encontra o ex-chefe da banda Garikoitz Aspiazu Rubina, conhecido como Txeroki. Todas essas liberdades condicionais dissimuladas apenas refletem que o Estado de Direito não funciona, que a reinserção é uma mentira e que existe um pacto entre o Bildu e o PSOE que parece estar acima da lei, das vítimas do terrorismo, da democracia e dos cidadãos”, destacou a organização em um comunicado.
CONTINUA SENDO INVESTIGADA NA AUDIÊNCIA NACIONAL
Além disso, denunciou que a ex-líder da ETA tenha acesso à semiliberdade apesar de estar sendo investigada na Audiencia Nacional (AN) em processos relacionados a uma dezena de assassinatos não resolvidos, entre eles os de Miguel Ángel Blanco, Pedro Antonio Blanco, Gregorio Ordóñez, Silvia Martínez Santiago, José Francisco Querol e Jesús María Pedrosa.
A associação também destacou que a ex-líder da ETA, condenada a 717 anos de prisão por sua participação em 14 assassinatos, não forneceu informações para esclarecer os crimes dos quais tem conhecimento, requisito que, como explica a Dignidad y Justicia, a lei estabelece como condição para a concessão de qualquer benefício penitenciário.
Desde que Iparraguirre assumiu a liderança da ETA em março de 1992, após a prisão da cúpula de Bidart, a organização cometeu 33 assassinatos que permanecem sem solução “sobre os quais ela certamente possui informações relevantes para colaborar no seu esclarecimento”, como destacou a Dignidad y Justicia.
“Os membros da ETA são libertados sem terem pedido perdão e sem terem colaborado com a justiça. Há 376 casos não resolvidos na Audiencia Nacional e nenhum dos terroristas que foram libertados ajudou a avançar nem um pouco nessas investigações paralisadas”, lamentou a associação.
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