Publicado 13/06/2025 10:43

Organizações peruanas de direitos humanos condenam lei de anistia policial e militar

Archivo - Arquivo - Uma mulher segura uma bandeira do Peru em uma foto de arquivo.
LUIS SOTO / ZUMA PRESS / CONTACTOPHOTO - Arquivo

MADRID 13 jun. (EUROPA PRESS) -

Organizações peruanas de direitos humanos condenaram a lei de anistia que poderia beneficiar policiais e militares processados por violações cometidas durante o conflito armado interno entre 1980 e 2000, uma medida que abre caminho para a "impunidade" de centenas de pessoas.

O Comitê Coordenador de Direitos Humanos do Peru (CNDDHH), que reúne mais de 70 organizações, disse em um comunicado que essa nova lei "viola os direitos humanos" e rejeitou a aprovação dada essa semana pelo Congresso.

Essa anistia abrangeria 156 casos nos quais o judiciário já emitiu decisões finais e 600 processos que ainda estão em andamento, o que, de acordo com essas organizações, representaria "um retrocesso sem precedentes no progresso da justiça no Peru".

A lista inclui casos catalogados como significativos e que permaneceriam documentados, como o processo judicial contra 33 oficiais da marinha acusados do massacre na Ilha El Frontón, localizada na costa da capital peruana, Lima, que data de 1986. Esses fatos ocorreram durante o primeiro mandato do ex-presidente Alan García (1949-2019), quando os fuzileiros navais executaram mais de cem detentos amotinados.

Além disso, o coordenador lembrou o massacre de Cayara, uma comunidade andina onde soldados mataram 33 civis em maio de 1988 e setembro de 1989, também durante o mandato de García.

Os que não se qualificarão para o perdão são aqueles processados por crimes de terrorismo ou corrupção cometidos durante as duas décadas em questão, que foram marcadas por inúmeros ataques, golpes de Estado, ações armadas e violações generalizadas e sistemáticas das liberdades por todos os lados do conflito.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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