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Moção bipartidária do Senado busca interromper as ações militares de Trump
MADRID, 3 jan. (EUROPA PRESS) -
Várias organizações norte-americanas anunciaram a convocação de manifestações contra a intervenção militar dos EUA na Venezuela em várias cidades do país.
"Temos que sair às ruas e dizer não a outra guerra sem fim! O povo deste país não quer outra guerra. Uma guerra dos EUA causaria morte e destruição na Venezuela", disse a Answer Coalition, um dos grupos que convocaram um dia de ação no sábado.
Já foram convocados eventos na Times Square (Nova York), em Chicago, em frente à Casa Branca (Washington DC) e em prefeituras e capitais de estado em todo o país.
A coalizão lembrou que, de acordo com as pesquisas, "mais de 70% dos Estados Unidos são contra outra guerra". "Essa violência não está em nosso nome. Vamos pôr um fim às guerras intermináveis com fins lucrativos", disse.
Em um nível mais institucional, a oposição anunciou a introdução de uma resolução bipartidária sobre poderes de guerra para impedir qualquer ação militar futura dos EUA contra a Venezuela. A moção está na rota privilegiada, de modo que o presidente do Senado, o republicano John Thune, não pode impedi-la de chegar ao plenário.
A iniciativa é assinada pelo presidente democrata do Senado, Chuck Schumer, e pelos senadores Tim Kaine (democrata), Adam Schiff (democrata) e Rand Paul (republicano). Os votos favoráveis de três outros republicanos serão necessários para que ela seja aprovada com 51 votos.
"Não deve haver guerra com a Venezuela sem uma autorização clara do Congresso e isso será votado na próxima semana", disse Kaine em um comunicado. "Estamos no 250º ano da democracia americana e não podemos permitir que ela se transforme na tirania da qual nossos fundadores lutaram para escapar", acrescentou.
Schiff, por sua vez, alertou que o ataque poderia levar toda a região ao "caos". "Ao agir sem a aprovação do Congresso ou o apoio do povo, Trump corre o risco de arrastar o hemisfério para o caos. Ele quebrou sua promessa de acabar com as guerras em vez de iniciá-las", argumentou.
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