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MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -
A Aliança de Organizações de Direitos Humanos, formada por dezenas de organizações equatorianas, denunciou o desaparecimento de três jovens detidos durante os protestos desencadeados em meados de setembro por causa da retirada dos subsídios ao diesel pelo governo.
"Expressamos nossa preocupação com sua integridade e com a violação do devido processo legal", denunciou a aliança em um comunicado divulgado nas redes sociais, no qual alertou sobre um possível caso de desaparecimento forçado.
A aliança confirmou que os três foram presos em Quito, a capital equatoriana, e que um carro da polícia "os levou embora" depois de terem sido inicialmente revistados pela polícia, fato que foi confirmado por seus advogados.
Horas antes, a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) havia solicitado ao presidente do país, Daniel Noboa, que voltasse atrás e retomasse a política de ajuda para a compra de combustível, já que o número de detidos - que agora chega a 50 - está aumentando.
O presidente da Conaie, Marlon Vargas Santi, culpou Noboa por "dividir o país" com sua decisão de cortar os subsídios aos combustíveis, mas também por sua insistência em convocar uma assembleia constituinte "arbitrariamente" para redigir uma nova constituição.
"Estamos preparados para resistir", disse o líder indígena, que denunciou o fato de o governo ter congelado as contas bancárias de vários líderes da organização. "Se começarem assim, não haverá trégua, não haverá diálogo", advertiu.
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