Europa Press/Contacto/Juan Carlos Hernandez
MADRID 11 jan. (EUROPA PRESS) - Organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram a morte, neste sábado, do prisioneiro Edison José Torres Fernández, um policial que foi detido no início de dezembro, segundo esses grupos, por criticar as autoridades venezuelanas.
Especificamente, o Comitê de Familiares pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP) denunciou a “morte sob custódia do Estado” de Torres, de 52 anos. Torres morreu no dia 10 de janeiro na Zona 7 da Polícia Nacional Bolivariana (PNB) “62 horas após o anúncio oficial das libertações”, apontou o CLIPP. Os grupos Un Mundo Sin Mordaza e Realidad Helicoide também confirmaram a morte de Torres.
O CLIPP destaca que Torres era funcionário da Polícia do estado de Portuguesa, lotado na brigada hospitalar de Guanare, e tinha mais de 20 anos de serviço. “Ele foi detido em 9 de dezembro de 2025 por compartilhar mensagens críticas contra o regime e o governador do estado. Extraoficialmente, ele foi acusado de crimes de traição à pátria e associação para delinquir”, afirmou o CLIPP. Até o momento, não há informações oficiais sobre as circunstâncias e as causas da morte de Torres, nem sobre os cuidados médicos que ele teria recebido enquanto permanecia sob custódia. “Essa falta de informação e transparência torna o Estado responsável por sua vida e integridade”, destacou a organização, que pede “uma investigação imediata, independente e transparente”, bem como “a libertação imediata de todos os presos políticos que continuam injustamente detidos”. “Ninguém mais pode morrer sob custódia do Estado. A vida das pessoas privadas de liberdade é responsabilidade absoluta daqueles que as mantêm detidas”, afirmou. A ONG venezuelana Foro Penal, especializada no acompanhamento da situação dos presos políticos no país, informou que, desde sexta-feira, as autoridades venezuelanas libertaram 17 presos incluídos na lista de presos políticos mantida pela organização. Ainda restariam 803 presos políticos na lista. Na quinta-feira, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de um “número significativo” de presos, embora não tenha querido especificar o número nem a nacionalidade dos mesmos, e defendeu a medida como um gesto “de busca pela paz”.
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