Publicado 11/06/2026 08:07

A Ordem dos Engenheiros Florestais alerta para o risco de incêndios florestais durante o eclipse solar de 12 de agosto

A Ordem dos Engenheiros Florestais alerta para o risco de incêndios florestais durante o eclipse solar de 12 de agosto.
COLEGIO DE INGENIEROS TÉCNICOS FORESTALES

VALLADOLID 11 jun. (EUROPA PRESS) -

O Colégio Oficial de Engenheiros Técnicos Florestais e Graduados em Engenharia Florestal e do Meio Ambiente (COITF) fez um apelo à prudência e alertou para a necessidade de incorporar expressamente o risco de incêndio florestal no planejamento do eclipse total de Sol previsto para o próximo dia 12 de agosto de 2026.

A instituição lembrou que o evento ocorrerá em pleno verão, em uma das semanas do ano com maior frequência de incêndios, altas temperaturas e vegetação seca, pelo que um incêndio florestal nesses dias deve ser considerado uma possibilidade real.

A entidade, por meio de um comunicado divulgado pela Europa Press, alertou que a coincidência entre este evento de grande afluência e a situação de alto risco pode gerar cenários especialmente complexos que complicariam gravemente a emergência.

Caso ocorra um incêndio, a elevada concentração de pessoas, o aumento do tráfego, a ocupação de estacionamentos e trilhas, a presença de visitantes não familiarizados com o território e as possíveis dificuldades de acesso e evacuação poderiam condicionar de forma muito significativa a atuação dos serviços de combate a incêndios. Por isso, ele ressaltou que o planejamento deve prever rotas de evacuação, controle de estacionamentos e coordenação entre as administrações.

O Colégio indicou que o eclipse atrairá previsivelmente milhares de pessoas para espaços naturais, zonas rurais e áreas florestais com boa visibilidade, que se tornam especialmente sensíveis durante a época de verão.

Nesse sentido, explicou que o acúmulo de visitantes pode aumentar os riscos associados a deslocamentos, estacionamentos inadequados, congestionamento nos acessos, abandono de resíduos ou comportamentos negligentes que possam causar incêndios. Diante dessa situação, o COITF considerou imprescindível reforçar as mensagens de prevenção e autoproteção, bem como priorizar os pontos de observação recomendados pelas administrações públicas.

Para garantir uma observação segura e responsável, a organização recomendou planejar os deslocamentos com antecedência, consultar as informações oficiais e agir com a máxima prudência no meio natural. Entre as principais recomendações, ela lembrou a obrigação de utilizar exclusivamente óculos de eclipse certificados pela norma ISO 12312-2:2015, seguir as orientações da Proteção Civil, evitar o acesso com veículos a áreas florestais não autorizadas, não estacionar sobre vegetação seca nem bloquear caminhos, não acender fogo sob nenhuma circunstância, recolher os resíduos e levar água suficiente.

Por fim, o COITF destacou que muitos dos locais escolhidos estão situados em ambientes florestais de alto valor ambiental e paisagístico, pelo que exigiu responsabilidade para que o desfrute do fenômeno astronômico seja compatível com a conservação das florestas.

Embora tenha valorizado os trabalhos de planejamento e coordenação já iniciados pelas administrações públicas, insistiu na necessidade de reforçar especificamente a prevenção de incêndios. A instituição concluiu que a prevenção deve começar antes do eclipse, uma vez que, em pleno mês de agosto, qualquer incidente pode se transformar rapidamente em uma emergência complexa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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