Publicado 05/01/2026 06:40

Orbán vê as ações dos EUA contra a Venezuela como "prova" do "colapso da ordem liberal".

Archivo - Arquivo - Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.
Julien Mattia/Le Pictorium via Z / DPA - Arquivo

MADRID 5 jan. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, advertiu na segunda-feira que o ataque dos Estados Unidos à Venezuela no sábado, no qual o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado, é "prova" do "colapso da ordem liberal" em todo o mundo.

"Nestes primeiros dias do ano, fomos lembrados de que a ordem liberal está em turbulência", lamentou ele em uma mensagem nas mídias sociais. "No entanto", disse ele, "ainda estamos no caminho".

"Mais instabilidade, anos de mentiras perigosas e ações imprevisíveis estão à nossa frente", disse ele, enfatizando que, se seu partido (Fidesz-Hungarian Civic Union) vencer as próximas eleições em abril, a Hungria "seguirá o caminho da paz e da segurança".

Nesse sentido, ele deixou claro que não quer "enviar jovens para a frente de batalha e destruir o país e a economia húngara", uma declaração que se refere à invasão russa na Ucrânia, que está chegando ao seu quarto ano. "Temos o plano e a intenção de fazer da Hungria a vencedora da era histórica que nos espera. Para conseguir isso, devemos, antes de tudo, ficar fora da guerra", insistiu ele.

A Hungria é o único país da UE que não aderiu à declaração conjunta emitida pelos Estados membros no domingo sobre a captura de Maduro. O governo húngaro não se manifestou sobre a intervenção militar dos EUA em Caracas e Orbán publicou apenas uma breve mensagem no sábado dizendo que nenhum húngaro havia sido ferido pela "ação militar". Ele também anunciou contatos com empresas de energia húngaras "para evitar aumentos de preços na Hungria devido à crise venezuelana".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado