Publicado 16/02/2026 11:33

Orbán reitera que a Ucrânia está interferindo nas eleições, enquanto os EUA revelam seu “interesse” em sua vitória

12 de fevereiro de 2026: Viktor Orban, primeiro-ministro húngaro, chega para participar do retiro informal dos líderes da UE no Castelo Alden Biesen, em Bilzen, Bélgica, quinta-feira, 12.02.2026. A sessão estratégica reúne chefes de Estado e de governo pa
Europa Press/Contacto/Wiktor Dabkowski

MADRID 16 fev. (EUROPA PRESS) - O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, acusou nesta segunda-feira a Ucrânia de interferir na campanha eleitoral de abril, no mesmo dia em que o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, confirmou em Budapeste o “interesse nacional” de Washington pelo sucesso do chefe do governo húngaro.

“Os ucranianos e seu presidente, obviamente, se intrometeram na campanha eleitoral húngara”, afirmou Orbán em referência a Volodimir Zelenski em uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira ao lado de Marco Rubio, no âmbito de sua visita oficial a Budapeste.

Orbán minimizou ironicamente essa suposta interferência de Kiev e disse que é “compreensível”, já que essas eleições podem influenciar as aspirações europeístas da Ucrânia e o futuro da guerra com a Rússia.

“Os ucranianos acreditam, com toda a razão, que o tipo de governo que a Hungria tem é importante para eles”, explicou ele a Rubio, que não entrou em detalhes sobre o assunto, embora tenha deixado transparecer que Orbán é a aposta da Casa Branca nessas eleições que, segundo as pesquisas, são as mais disputadas dos últimos anos.

Orbán afirmou que nestas eleições se enfrentam, por um lado, aqueles que consideram que a entrada da Ucrânia na UE “arrastaria” a Hungria para uma guerra e para a “ruína” econômica e, por outro, o que “os ucranianos prefeririam”, “um governo que participasse na carga financeira e lhes enviasse dinheiro”.

“Eles decidiram participar da campanha (...) devemos aceitar que o presidente ucraniano participará ativamente nessas eleições”, afirmou, acusando Kiev de ter financiado seus rivais políticos. “É um fato bem conhecido e documentado, mas, mais uma vez, não devemos nos indignar”, disse.

Por sua vez, Rubio limitou-se a destacar a boa sintonia entre Orbán e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “O sucesso dele é o nosso sucesso”, chegou a dizer o secretário de Estado, que prometeu o apoio político e econômico de Washington ao primeiro-ministro húngaro em caso de instabilidade.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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