Publicado 25/04/2025 12:39

Orbán nega a Tusk que a Hungria deixará a UE

Archivo - BRUXELAS, 22 de março de 2024 -- O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban é visto durante a cúpula da União Europeia (UE) em Bruxelas, Bélgica, em 21 de março de 2024.
Europa Press/Contacto/Zhao Dingzhe - Arquivo

MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, assegurou que "a Hungria não deixará a União Europeia" e, ao contrário, é a favor de "transformá-la", em uma mensagem na qual nomeou o grupo político europeu Patriotas.

O líder húngaro, que se opõe abertamente à atual Comissão Europeia e critica as políticas comuns sobre migração e questões de defesa, respondeu assim a uma publicação na rede social X feita pelo primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, que atribuiu a Orbán declarações que falam "abertamente sobre a saída da Hungria da União Europeia".

As relações entre os países vizinhos do Leste Europeu oscilaram consideravelmente nos últimos anos, atingindo sua maior cumplicidade durante os governos do partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), liderado por Mateusz Morawiecki. Até dois mandatos dessa legislatura, Jaroslaw Kaczynski, cofundador e líder do partido amplamente considerado como a "eminência parda" da Polônia por sua grande influência política, atuou como vice-presidente.

Em boas e assíduas relações com a Hungria de Orbán, Kaczynski previu em 2011 que a Polônia teria "Budapeste em Varsóvia" em uma espécie de utopia ultraconservadora. A frase se tornou um slogan famoso durante as legislaturas seguintes e, desta vez, foi o liberal Donald Tusk que a trouxe de volta à tona, embora por motivos contrários aos de Kaczynski.

O primeiro-ministro polonês comemorou o fato de que o slogan conservador "nunca se tornou realidade", referindo-se a um discurso de Orbán transmitido em sua própria página no Facebook, no qual o líder húngaro disse que "o ponto de saída" da União Europeia "ainda não havia sido alcançado".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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