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A Hungria restringe o acesso a vários veículos de notícias ucranianos em resposta a medidas semelhantes tomadas pela Ucrânia
MADRID, 29 set. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, negou nesta segunda-feira que os drones de seu país tenham violado o espaço aéreo ucraniano, como denunciou o presidente Volodimir Zelenski há alguns dias, e depois minimizou a importância desses acontecimentos. "A Ucrânia não é um país soberano", disse ele.
Orbán disse que prefere acreditar em seu ministro da defesa, Kristof Szalay-Bobrovniczky, que contradisse o presidente Zelenski, mas não considera um problema o fato de alguns drones húngaros terem sobrevoado o espaço aéreo ucraniano.
"Digamos que eles tenham entrado alguns metros por acidente, e daí?", perguntou o primeiro-ministro húngaro, que aconselhou Zelenski a prestar mais atenção aos drones russos que sobrevoam a fronteira oriental.
"A Ucrânia não está em guerra com a OTAN, não é um problema com o qual eles tenham que lidar", ele tentou minimizar o incidente durante uma entrevista a um podcast húngaro, que foi repetido pela mídia tradicional, como o diário 'Magyar Hírlap'.
Orbán então elevou o nível das críticas à Ucrânia e disse que ela não deveria se preocupar porque "não é um país soberano", já que tem uma parte ocupada pela Rússia, enquanto o restante é mantido pelo Ocidente. "Incluindo o nosso", disse o chefe de governo húngaro.
Orbán também minimizou a preocupação de que a presença de drones e aviões de combate russos no espaço aéreo de alguns aliados da OTAN, como na Polônia, na Dinamarca e nos países bálticos, tenha causado preocupação dentro da OTAN.
"O Ocidente age como se estivesse em perigo (...) A UE é uma grande economia, a Rússia é muito menor. A Rússia é fraca se comparada a nós, tanto militar quanto economicamente. Eles jogam acreditando que somos fracos", disse ele.
A HUNGRIA IMPÕE RESTRIÇÕES À MÍDIA UCRANIANA
O governo de Orbán anunciou na segunda-feira que estava impondo restrições a vários meios de comunicação ucranianos, que não estarão mais disponíveis no território húngaro em resposta a uma medida semelhante de Kiev.
"Seguindo o princípio da reciprocidade, a Hungria está introduzindo medidas espelhadas contra os portais de notícias ucranianos, que não serão mais acessíveis a partir da Hungria", disse o porta-voz do governo Gergely Gulyas, que criticou a Ucrânia por se envolver em tais práticas enquanto buscava a adesão à UE.
Gulyas destacou que Kiev vetou a mídia húngara que criticava as sanções contra a Rússia, a ajuda militar à Ucrânia ou que falava sobre as diferenças existentes na UE ou na OTAN, embora "o verdadeiro crime fosse escrever sobre as operações de influência da Fundação Soros".
"Um país soberano deve responder de forma proporcional a um ataque completamente injustificado", disse o porta-voz, antes de listar os onze sites visados.
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