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MADRID 4 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, justificou nesta sexta-feira as boas-vindas dadas ao seu homólogo israelense, Benjamin Netanyahu, alegando que as autoridades húngaras não detêm convidados apesar do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
"Não prendemos convidados, é tão simples quanto isso", disse Orbán em uma entrevista de rádio na qual enfatizou que a Hungria e Israel são "amigos" e, como tal, estão dispostos a continuar fortalecendo os laços diplomáticos com essas visitas, independentemente de possíveis controvérsias.
Nesse sentido, ele enfatizou que Netanyahu "estava mil por cento seguro na Hungria", pois não havia interesse político nem "possibilidade legal" de executar o mandado de prisão. Orbán argumenta que a Hungria nunca incorporou o Estatuto de Roma, a pedra fundamental do TPI, em sua legislação nacional.
Essa não é a opinião do próprio TPI, que considera a Hungria obrigada a cumprir as decisões emanadas de Haia, incluindo o mandado contra o primeiro-ministro israelense, acusado da ofensiva militar lançada em outubro de 2023 na Faixa de Gaza.
O governo de Orbán também aproveitou a visita de Netanyahu para anunciar sua futura retirada do Estatuto de Roma, uma ruptura que, de qualquer forma, não seria imediata e que, como o TPI também nos lembrou, não o isenta de cumprir suas obrigações durante o tempo em que fez parte dele.
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