Publicado 03/04/2025 09:54

Orbán justifica a saída da Hungria do TPI para Netanyahu: "É um tribunal político".

O primeiro-ministro israelense aplaude essa decisão "corajosa" diante de "uma organização corrupta".

HANDOUT - 03 de abril de 2025, Hungria, Budapeste: O primeiro-ministro húngaro Viktor Orban cumprimenta o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (à direita) em sua chegada a Budapeste. Essa é a primeira viagem de Netanyahu à Europa desde a emissã
Avi Ohayon/GPO/dpa

MADRID, 3 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, explicou que seu governo decidiu retirar o país do Tribunal Penal Internacional (TPI) por considerar que ele se tornou "um tribunal político", uma declaração feita na presença de seu colega israelense, Benjamin Netanyahu, que teoricamente deveria ter sido preso pelas forças de segurança húngaras.

Netanyahu está preso por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade ligados à ofensiva militar na Faixa de Gaza, mas Orbán já havia deixado claro, antes do início de sua polêmica viagem a Budapeste, que não cumpriria o mandato do TPI.

O primeiro-ministro húngaro lembrou, em uma aparição conjunta na mídia, que durante seu primeiro mandato no governo, há mais de duas décadas, a Hungria aderiu ao tribunal. Entretanto, agora ele entende que houve "mudanças". "Nos últimos anos, ele não se baseia mais no estado de direito", disse Orbán, que deu como exemplo "claro" as investigações e acusações abertas nos últimos anos contra Israel.

Netanyahu agradeceu a Orbán por sua decisão "corajosa" e "baseada em princípios" de retirar a Hungria do TPI, "uma organização corrupta" que, segundo o líder israelense, equiparou os ataques lançados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 às ações de "uma democracia que luta por sua existência".

"Não é importante apenas para nós, é importante para todas as democracias", enfatizou Orbán, a quem ele também reconheceu por seu apoio político nos últimos anos e também por seu compromisso com a luta contra o antissemitismo.

De fato, o chefe do governo húngaro disse que tem "tolerância zero" com esse flagelo, que ele chegou a associar ao aumento da imigração ilegal, e ressaltou que na Hungria "nenhuma bandeira foi levantada para o Hamas", em uma parte de seu discurso em que quis reivindicar seu país como uma "ilha" dentro da Europa em termos de defesa dos valores judaico-cristãos.

Orbán também garantiu que Israel tem o direito de se defender contra ameaças e afirmou que o país é "fundamental" para a estabilidade do Oriente Médio como um todo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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