Publicado 24/10/2025 04:50

Orbán diz que a cúpula de Budapeste entre Trump e Putin "ainda está na agenda"

Archivo - Arquivo - O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, em uma coletiva de imprensa em Budapeste (arquivo)
Marton Monus/dpa - Arquivo

Ele diz que os EUA e a Rússia "estão negociando e podem chegar a um acordo a qualquer momento" sobre a reunião.

MADRID, 24 out. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, disse na sexta-feira que a cúpula entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente, "ainda está na agenda", depois que o inquilino da Casa Branca anunciou na quarta-feira que estava cancelando a reunião planejada com seu homólogo russo para discutir a guerra na Ucrânia.

"A cúpula de paz de Budapeste está na agenda. Os norte-americanos e os russos estão negociando e podem chegar a um acordo a qualquer momento", disse ele à emissora húngara Kossuth, antes de dizer que "a Hungria está esperando, pois a conferência de paz pode ser realizada muito rapidamente em caso de acordo".

Trump confirmou o cancelamento da reunião planejada com seu colega russo na Hungria, em meio a negociações paralisadas para acabar com a invasão russa na Ucrânia e depois que Washington impôs sanções contra duas empresas petrolíferas russas. "Cancelamos a reunião com Putin. Simplesmente não parecia certo. Não parecia que iríamos chegar aonde precisávamos chegar, então cancelei a reunião. Mas vamos realizá-la no futuro", disse ele.

Nesse contexto, Orbán enfatizou que a UE "não deveria estar esperando pelas negociações entre os EUA e a Rússia, mas deveria iniciar as negociações com os russos". "Devemos fazer exatamente o que o presidente americano está fazendo", disse ele, conforme relatado pela agência de notícias estatal húngara MTI.

Ele argumentou que, se a UE não quer ser excluída das decisões tomadas sobre a Europa, ela deve estar presente nas negociações, reiterando que "a Hungria não quer se envolver na guerra entre a Rússia e a Ucrânia", desencadeada em fevereiro de 2022 pela ordem de invasão assinada por Putin.

"Recomendamos aos ucranianos que tentem negociações de paz, podemos ajudar com isso. Não enviaremos pessoas, não enviaremos armas, não daremos dinheiro, mas teremos prazer em ajudar, iniciando um processo de negociações de paz", disse o primeiro-ministro húngaro, que é altamente crítico da postura da UE durante o conflito.

Por outro lado, ele advertiu que a adesão da Ucrânia à UE poderia arrastar a Hungria, como membro do bloco, para o conflito. "Isso se tornaria nossa guerra e não queremos isso", disse ele, antes de acrescentar que a situação na Ucrânia está "drenando" fundos necessários para enfrentar a crise econômica na Europa.

"A Hungria não apoia o início das negociações na UE sobre a adesão da Ucrânia e não apoia quaisquer medidas financeiras que possam desviar o dinheiro húngaro para a Ucrânia ou colocá-lo em risco por causa de sua conexão com a Ucrânia", explicou, ao mesmo tempo em que afirmou que Budapeste conseguiu modificações no último pacote de sanções a Moscou para "retirar tudo o que era ruim para a Hungria".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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