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Ele revela que conversará com Putin hoje e critica a UE por criticar a postura de Budapeste durante a guerra na Ucrânia.
MADRID, 17 out. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, defendeu nesta sexta-feira a cúpula que será realizada em Budapeste entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Vladimir Putin, respectivamente, para tratar da guerra na Ucrânia e ressaltou que "as boas causas merecem perseverar até o fim".
"Estamos defendendo as negociações, a diplomacia e a paz há três anos. Fomos muito criticados por isso", disse ele em uma mensagem em sua conta no Facebook, onde ressaltou que "o mais importante é que finalmente haja paz". "Uma coisa é certa: não será para nós, húngaros. Vamos ao trabalho", enfatizou.
Ele também disse que teve uma conversa com Trump ontem para discutir a situação e que falará com Putin hoje. "Estamos iniciando os preparativos", disse ele, enquanto afirmava que "esta semana é uma grande confirmação para a rede de líderes pela paz".
"Na segunda-feira, um conflito aparentemente intratável começou a caminhar para a paz com a assinatura do Plano de Paz para o Oriente Médio. Ontem à noite houve outra grande notícia com as negociações entre EUA e Rússia em Budapeste", exaltou Orbán, aliado de Trump e uma das figuras mais críticas da postura da União Europeia (UE) em relação ao conflito desde seu início, em fevereiro de 2022.
Nesse sentido, reiterou que "a Hungria é uma ilha de paz" e sustentou que Budapeste era a única cidade europeia na qual era viável realizar um encontro com essas características, para o qual em breve haverá uma reunião em Washington entre delegações dos Estados Unidos e da Hungria. "A água está fervendo em toda parte", disse ele à estação de rádio húngara Kossuth.
"A Hungria é o único país amante da paz que tem defendido aberta e ativamente a paz nos últimos três anos", reiterou, enfatizando que a cúpula "não é sobre a Hungria, mas sobre eles e sobre a paz". "Esses três anos mostram que na política você precisa de muito conhecimento, mas o mais importante é a perseverança e a humildade", explicou.
"Esse é o caso da migração e agora da guerra", disse ele, referindo-se às tensões entre a Hungria e Bruxelas sobre essas questões. "A UE deveria fazer o mesmo, negociar com as partes em conflito, operar seu próprio canal diplomático, como fez a Hungria, o único país europeu que desde o início disse que a guerra é uma coisa ruim, mas que isso não significa que os canais da diplomacia devam ser fechados", disse ele.
Orbán também destacou que "o maior problema da Europa é a guerra" e apontou para os gastos militares em um momento de crise econômica no continente. "Os custos e o incômodo valem a pena, porque não há nada mais a ganhar do que a paz. É do interesse de todas as famílias húngaras que a reunião entre Trump e Putin traga paz", acrescentou o primeiro-ministro do país europeu.
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