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MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro cessante da Hungria, Viktor Orbán, anunciou neste sábado que não assumirá o mandato de deputado conquistado nas eleições de 12 de abril passado — nas quais foi claramente derrotado — e se dedicará, em vez disso, à reconstrução de seu partido, o Fidesz-União Cívica Húngara.
“Neste momento, não precisam de mim no Parlamento, mas sim na renovação do partido nacional”, explicou Orbán em uma mensagem publicada nas redes sociais.
Orbán antecipou, assim, que o grupo parlamentar do Fidesz será formado nesta segunda-feira e que será “radicalmente” renovado sob a direção de Gergely Gulyás. Além disso, o Comitê Executivo do Fidesz se reunirá na próxima semana e será renovado em junho, observou ele.
Orbán explicou que a direção do partido propôs que ele continuasse à frente da formação, mas ressaltou que a decisão caberá aos delegados.
Assim, ele lembrou que está à frente do partido há quase quatro décadas, com sucessos e fracassos, mas que continua sendo “a comunidade política mais unida do país” e que a Hungria “precisará dela” no futuro.
Aquele que muito provavelmente será o sucessor de Orbán como primeiro-ministro, Péter Magyar, líder do partido Tisza, criticou que “o ‘corajoso’ lutador de rua continua incapaz de assumir responsabilidades”.
“Viktor Orbán se tornou o Ferenc Gyurcsány — primeiro-ministro entre 2004 e 2009 — do Fidesz. Não há oposição democrática com um chefe da máfia”, acrescentou.
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