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MADRID 14 jan. (EUROPA PRESS) - O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, voltou a questionar a posição da União Europeia em relação à Ucrânia e ao destino dos empréstimos que lhe estão a ser concedidos, apesar dos casos “chocantes e escandalosos” de corrupção que abalam o governo de Volodimir Zelenski.
Orbán rejeitou o plano para a Ucrânia apresentado nesta quarta-feira pela Comissão Europeia e concluiu enfatizando a ingenuidade de Bruxelas em relação a várias questões, principalmente aquelas relacionadas à recuperação do financiamento destinado a Kiev e ao seu fim nesta guerra.
“Quem acredita que os empréstimos concedidos por Bruxelas à Ucrânia podem ser pagos posteriormente com reparações russas, ou desconhece o mundo real ou esconde a cabeça na areia para evitar enfrentar a realidade”, apontou nas redes sociais, ao mesmo tempo em que apostou na vitória da Rússia.
Além disso, lembrou que alguns líderes europeus já rejeitaram a possibilidade de confiscar os ativos russos congelados como forma de pagamento, devido às suas graves implicações legais, e questionou a credibilidade do governo ucraniano para gerir esses fundos.
“Quem diz que a Ucrânia conseguiu ‘reformas impressionantes’ ignora os casos chocantes e escandalosos de corrupção dos últimos meses”, disse Orbán, referindo-se ao vaso sanitário de ouro que os investigadores encontraram em um apartamento de Timur Mindich em Kiev, antigo sócio do presidente Zelenski e líder da última trama que afeta o Ministério da Energia.
Da mesma forma, o primeiro-ministro húngaro criticou aqueles que negam “que o tempo não está do lado da Rússia” por falta de coragem ou por não quererem enfrentar “os fatos militares, econômicos, geográficos e matemáticos básicos”. “A realidade já bate à porta de Bruxelas. É hora de ouvir o bom senso”, exortou Orbán, que também questionou as verdadeiras intenções da Ucrânia em relação à União Europeia.
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