Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo
MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, advertiu que seu governo no aceitará a emisso de dívida conjunta pela Unio Europeia para favorecer os gastos com defesa, s vésperas de um Conselho Europeu que deverá ser marcado pelo plano de rearmamento apresentado pela presidente da Comisso Europeia, Ursula von der Leyen, e como financiá-lo.
"Há aqueles que querem que haja mais dívidas e aqueles que financiam sua defesa com seus próprios recursos", disse Orbán em uma entrevista de rádio na qual argumentou que a Constituio húngara no prev uma maneira conjunta de enfrentar um dos principais desafios que o continente enfrenta como resultado da invaso russa na Ucrnia.
A Lei Básica estipula, em uma reforma promovida pelo partido de Orbán, que a emisso conjunta de dívidas exige a aprovao de dois teros dos membros do parlamento. De fato, espera-se que os eurodeputados votem sobre a questo antes do Conselho Europeu na próxima quinta-feira.
O primeiro-ministro húngaro se distanciou de outros parceiros da UE justamente em relao guerra na Ucrnia, pois entende que outros países querem que a Ucrnia continue lutando e, "em troca", obtenha uma adeso "acelerada". Ele acredita que uma integrao prematura "destruiria" a Hungria.
Nesse sentido, ele defendeu a priorizao das adeses pendentes da Macednia do Norte, Montenegro e Sérvia, a última das quais, na opinio de Orbán, "poderia ser admitida amanh de manh", apesar de ainda no ter resolvido, entre outras questes, seu conflito diplomático com Kosovo.
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