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MADRID 20 nov. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, advertiu que a entrega de ativos russos congelados à Ucrânia, conforme proposto em alguns círculos em Bruxelas, teria "consequências imprevisíveis", como o colapso do euro. "Vamos parar de financiar uma guerra que não podemos vencer", disse ele.
Orbán disse que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pretende "prolongar a guerra" ao dar à Ucrânia 135 bilhões de euros que ela "não tem" e que espera obter por meio de impostos dos contribuintes europeus, empréstimos bancários ou apreensão de ativos russos congelados.
Nenhuma das três opções agrada ao primeiro-ministro húngaro, que ironicamente sugere que os contribuintes europeus paguem "de bom grado e com alegria" pela guerra da Ucrânia "como se não tivessem nada melhor para fazer".
Com relação aos empréstimos, Orbán afirma que esse é um "velho truque" da burocracia de Bruxelas. "Atualmente não há dinheiro para a guerra, então nossos netos pagarão a conta. Absurdo", disse ele em uma mensagem em sua conta no X.
Orbán destacou que a terceira opção, confiscar os ativos russos congelados, levaria a "uma avalanche de processos judiciais e ao colapso do euro". Por todas essas razões, ele apelou para o "bom senso" e para parar de financiar a "corrupta máfia de guerra ucraniana", em referência à mais recente conspiração descoberta há alguns dias.
"Vamos concentrar nossos esforços no estabelecimento da paz. É hora de dar a volta por cima e sair desse impasse em Bruxelas", disse o primeiro-ministro húngaro, um conhecido detrator da posição da UE em relação à Ucrânia.
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