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Moscou critica a viagem e pede que ela pare de fazer “turismo político” para ver “avelinhas em flor”
MADRID, 25 maio (EUROPA PRESS) -
A opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya visitou nesta segunda-feira Kiev, capital da Ucrânia, para demonstrar sua “solidariedade” com as autoridades e o povo ucraniano à medida que avança a invasão russa do território, uma viagem que ocorre no momento em que a Rússia critica as ações do Exército da Ucrânia contra zonas ocupadas no leste do país.
"Hoje posso observar em primeira mão as consequências do ataque de ontem contra Kiev. A Rússia tem tentado deliberadamente quebrar o povo por meio do medo, da escuridão e dos constantes ataques noturnos. Mas cada ataque desse tipo mostra a verdadeira natureza do regime de (Vladimir) Putin", afirmou ela em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
Nesse sentido, ele destacou que se trata de um “regime que não reconhece nem a vida humana, nem o Direito Internacional, nem as fronteiras”. “O regime de (Alexander) Lukashenko compartilha a responsabilidade por tudo isso porque permite que o território da Bielorrússia seja utilizado para levar adiante essa agressão, lançar mísseis e mobilizar armamento russo”, observou.
“Quero que os ucranianos saibam que os bielorrussos estão com eles. Apoiamos a Ucrânia não porque seja politicamente correto, mas porque sentimos essa dor como se fosse nossa”, declarou, ao mesmo tempo em que elogiou a “coragem” e a “verdadeira força” da população. “Nenhum ataque com mísseis pode acabar com a luta de um povo pela liberdade e pela dignidade”, acrescentou.
Sua visita ocorre no momento em que Kiev anuncia que reforçará sua fronteira com a Bielorrússia em resposta às crescentes ameaças de novos ataques russos a partir do território bielorrusso, onde Moscou posicionou unidades em 2022 para lançar o ataque militar contra a Ucrânia.
Tijanovskaya vive no exílio desde a realização das eleições presidenciais de 2020, nas quais se candidatou e nas quais o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, se declarou vencedor. Essas eleições foram seguidas por fortes protestos que se espalharam por todo o país e nos quais a oposição e seus apoiadores denunciaram fraude eleitoral. Milhares de pessoas foram detidas.
CRÍTICAS À VIAGEM DA RÚSSIA
Por sua vez, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou a visita e pediu a Tijanovskaya que “pare de fazer turismo político” para ver “as aveleiras em flor”.
“Aparentemente, foi isso que ela foi fazer. Em vez de turismo político, ela deveria ir à cidade de Starobilsk para ver as experiências do regime”, afirmou em relação aos ataques perpetrados na semana passada pelas forças ucranianas contra zonas ocupadas pela Rússia em Lugansk, no leste do país, que resultaram em mais de vinte mortos.
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