Publicado 13/04/2026 03:24

A oposição venezuelana insiste na libertação dos presos políticos em seu plano de ação para a transição

Exige a normalização do sistema partidário e o “fim da perseguição”

Archivo - Arquivo - O líder da oposição venezuelana, Edmundo González, posa para a Europa Press, em 29 de novembro de 2024, em Madri (Espanha). Edmundo González enfrentou Nicolás Maduro nas eleições de 28 de julho passado como candidato da Plataforma Unit
Carlos Luján - Europa Press - Arquivo

MADRID, 13 abr. (EUROPA PRESS) -

A oposição Plataforma Unitaria Democrática (PUD) da Venezuela apresentou neste domingo os oito pontos-chave de seu roteiro para uma transição no país, entre os quais se destacam a libertação de todos os presos políticos, condições eleitorais específicas e o retorno seguro dos exilados, entre outras medidas.

“Libertação de todos os presos políticos: é uma condição moral e política essencial para qualquer processo credível”, reza o comunicado em seu primeiro ponto, inserido em um processo de libertações progressivas, apesar das quais, no entanto, e segundo a organização Foro Penal, restam 485 no total.

Da mesma forma, a plataforma exige o “fim da perseguição e o desmantelamento do aparato repressivo”. “Não basta libertar se o sistema que persegue, intimida e castiga a dissidência permanecer intacto”, afirmou.

Por outro lado, a PUD solicitou neste documento o “fim do uso do sistema judicial e administrativo como mecanismo de perseguição política”, no âmbito do que descreve como uma “reinstitucionalização integral” que visa o “restabelecimento das garantias constitucionais e do devido processo legal”, com o funcionamento independente dos poderes públicos e “a designação de um novo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e das autoridades correspondentes que conduzam a uma eleição verdadeiramente livre”.

A formação da oposição apresentou também, entre suas diretrizes para a transição, o estabelecimento de “garantias reais para a liberdade de expressão, associação, manifestação, organização política, imprensa e funcionamento independente da sociedade civil”, bem como a restituição dos direitos políticos dos cidadãos, destacando-se o “levantamento das inabilitações políticas impostas sem o devido processo legal e a garantia efetiva do direito de eleger e ser eleito”.

Nesse sentido, reivindicou a “normalização do sistema partidário”, com a devolução de credenciais e símbolos aos grupos políticos e o “fim das intervenções judiciais e garantias para a livre organização, mobilização e participação política”.

Nesse contexto, a PUD ressaltou a necessidade de estabelecer “condições eleitorais específicas” adicionais ao novo CNE que reivindica, bem como o “retorno seguro dos exilados” com “plenas garantias” para seu retorno “sem risco de represálias e com o reconhecimento efetivo de seus direitos civis e políticos”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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