Publicado 22/02/2026 02:33

A oposição venezuelana denuncia "apenas" 19 libertações após 48 horas da aprovação da anistia

Archivo - Arquivo - 2 de agosto de 2024, Valência, Carabobo, Venezuela: 2 de agosto de 2024. Mais de 1.200 detidos serão enviados para as prisões de Tocoron e Tocuyito, anunciou o presidente Nicolás Maduro. A foto corresponde ao centro penitenciário de To
Europa Press/Contacto/Juan Carlos Hernandez

MADRID 22 fev. (EUROPA PRESS) - A Plataforma Unitaria Democrática da Venezuela (PUD) denunciou que apenas 19 pessoas saíram das prisões do país desde a aprovação da lei de anistia promulgada pelo governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, há dois dias.

“Condenamos que, 48 horas após a aprovação da anistia, até agora só tenhamos podido verificar a libertação de 19 inocentes, enquanto os familiares dos presos políticos permanecem em vigília permanente às portas dos centros de detenção. Para a liberdade de todos os presos políticos, basta vontade política”, afirmou a PUD em uma mensagem nas redes sociais. O Parlamento da Venezuela aprovou nesta sexta-feira a lei de anistia que abre as portas para a libertação daqueles que cometeram crimes desde 1999 e pela qual já foram recebidos 1.557 pedidos de anistia, segundo o governo da Venezuela.

A lei será aplicada com base em fatos cometidos no âmbito de treze eventos previstos no artigo 8º do texto, entre eles o golpe de Estado de abril de 2002 contra o ex-presidente Hugo Chávez, a paralisação petrolífera entre 2002 e 2003, o referendo revogatório contra Chávez em 2004 e vários protestos antigovernamentais em 2007, 2013, 2017 e 2024.

Estão excluídos da anistia os crimes de “corrupção, violações graves dos direitos humanos, crimes contra a humanidade e crimes de guerra, homicídio doloso e lesões gravíssimas, tráfico de drogas”.

Assim sendo, a plataforma da oposição exigiu a libertação “imediata” de todos os presos políticos e pediu que o processo de libertação seja feito com a máxima transparência.

Eles contabilizam pelo menos 618 presos políticos ainda atrás das grades e garantiram que trabalharão para documentar cada uma dessas libertações. A ONG Foro Penal estima em mais de 440 o número de pessoas libertadas nos últimos meses, desde que os Estados Unidos atacaram o país latino-americano e capturaram o presidente Nicolás Maduro, que se encontra em território norte-americano para enfrentar um processo judicial.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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