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MADRID, 25 ago. (EUROPA PRESS) -
O ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma - que vive em Madri - alertou na segunda-feira que os Estados Unidos não enviaram recentemente até três navios de guerra para a costa da Venezuela para "observar golfinhos", em meio a especulações em alguns círculos sobre uma possível intervenção militar.
"Esse destacamento militar não deveria ser para os militares irem ver golfinhos", disse Ledezma em uma entrevista à estação de rádio colombiana Blu Radio, na qual ele justificou a manobra de Washington como um "mecanismo de pressão" sobre "uma corporação criminosa que vem cometendo inúmeros crimes".
Ledezma assegurou que essa escalada empreendida pelos Estados Unidos contra o governo de Nicolás Maduro não é "mera farsa" e aplaudiu a mudança da diplomacia para a pressão militar e judicial.
Ao avaliar a recente libertação de uma dúzia de políticos da oposição, Ledezma questionou os reais interesses de Maduro, a quem acusou de orquestrar um "jogo duplo" para dar uma falsa sensação de abertura.
Nas últimas semanas, o governo Trump intensificou teatralmente a pressão sobre a Venezuela, primeiro aumentando a recompensa por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro para US$ 50 milhões (42 milhões de euros) e, depois, enviando navios para suas costas.
Os EUA argumentam que a chegada de seus três navios de guerra faz parte de uma campanha contra o tráfico de drogas, um crime do qual Maduro é acusado. Embora Cabello tenha descartado uma invasão, o governo venezuelano anunciou o envio de 4,5 milhões de pessoas para fazer parte das milícias populares.
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