Europa Press/Contacto/Yuliia Ovsiannikova
MADRID 6 mar. (EUROPA PRESS) -
A opositora e ex-primeira-ministra ucraniana, Yulia Tymoshenko, confirmou nesta quinta-feira que tem conversas confirmadas com "todos os aliados", depois que a imprensa norte-americana publicou que assessores do presidente Donald Trump se reuniram secretamente com algumas figuras contrárias a Volodymyr Zelensky.
"O Partido da Pátria negocia com todos os nossos aliados, capazes de ajudar a garantir uma paz justa o mais rápido possível", escreveu Tymoshenko em sua conta no Facebook, onde ecoou as palavras de Zelenski sobre a prontidão para negociar o fim da guerra sob a "forte liderança" do presidente Trump.
Timoshenko também reiterou mais uma vez que atualmente "não se pode falar em realizar eleições na Ucrânia", uma das sugestões apresentadas pelo próprio Trump, que afirmou que os índices de popularidade de Zelenski estavam em um nível mais baixo de todos os tempos, chamando-o posteriormente de "ditador" quando o presidente ucraniano o contradisse.
À medida que os EUA se aproximam cada vez mais do lado da Rússia, quatro assessores do presidente Trump se reuniram secretamente com líderes da oposição ucraniana, incluindo Tymoshenko e vários representantes do partido do ex-presidente Petro Poroshenko.
As conversas se concentraram na possibilidade de realizar eleições presidenciais o mais rápido possível, disseram três parlamentares ucranianos e uma fonte republicana ao jornal on-line americano Politico.
O governo Trump está confiante de que uma derrota de Zelensky nas eleições - embora as pesquisas o mostrem como vencedor, apesar de seus índices de popularidade estarem piorando - poderia acelerar as negociações para acabar com a guerra.
Ainda assim, Zelenski, de acordo com o instituto de pesquisas britânico Survation, ainda é o político ucraniano mais bem avaliado, com 44% de votos, seguido por Valeri Zaluzhni, ex-chefe das forças armadas e atual embaixador em Londres, com 20% de apoio.
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