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MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
O líder da oposição israelense, Yair Lapid, acusou nesta quinta-feira o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de “enviar” os militares do Exército para uma guerra em “múltiplas frentes” sem estratégias, sem recursos e com muito poucos soldados disponíveis.
Lapid indicou que o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, Eyal Zamir, informou recentemente ao gabinete que não há mais como continuar recrutando reservistas e que os que estão na ativa “estão exaustos e esgotados”, alertando assim para um eventual colapso das Forças Armadas diante das crescentes exigências operacionais, não apenas no Irã ou no Líbano.
“A conclusão é a seguinte: o governo enviou o Exército para uma guerra em múltiplas frentes sem estratégia, sem recursos suficientes e com muito poucos soldados”, criticou ele em um vídeo publicado em suas redes sociais, acrescentando que as Forças de Defesa de Israel estão no limite de suas capacidades.
O líder do partido Yesh Atid instou, assim, o Executivo a “pôr fim à sua covardia” e “suspender imediatamente todo o financiamento aos ultraortodoxos que se esquivam do serviço militar, enviar a polícia militar atrás dos desertores e recrutar os ultraortodoxos sem demora”.
Por outro lado, Lapid pediu a destituição do ministro da Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, que “apoia abertamente terroristas judeus”, e que “se mobilizem todos os recursos policiais disponíveis” para “combater o terrorismo judeu” na Cisjordânia.
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