Ilia Yefimovich/Dpa - Arquivo
MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -
Os partidos da oposição israelense se comprometeram nesta quarta-feira a "coordenar suas ações" contra a reforma judicial proposta pelo governo, que busca aumentar o poder do Executivo na seleção de juízes e limitar as decisões dos tribunais.
"Após as últimas conversas entre as várias facções da oposição, decidimos que agiremos em conjunto com todos os nossos deputados e lutaremos resolutamente contra o golpe legislativo liderado pela coalizão", disseram os partidos em uma declaração conjunta.
Eles disseram que o governo está "minando as bases da democracia", que "toda a oposição enfrentará" até que "qualquer tentativa de transformar Israel em uma ditadura termine".
A medida - que ocorre no momento em que os parlamentares debatem a polêmica reforma - unirá não apenas as facções sionistas da oposição, mas também a Lista Árabe Unida e o partido Hadash-Taal, de maioria árabe.
Enquanto isso, o líder do partido Unidade Nacional, Benny Gantz, pediu aos cidadãos israelenses que protestem do lado de fora do parlamento durante toda a tarde, enquanto o texto final da legislação é debatido. "Hoje, um ano e meio após o maior desastre da história de Israel, Netanyahu não está apenas deixando de lidar com o problema dos reféns, ele está buscando um golpe judicial", disse ele.
"Eles querem aprovar uma lei para politizar o comitê de seleção judicial. Durante esses dias, não devemos perder a esperança, devemos fazer com que nossas vozes sejam ouvidas", disse ele, antes de fazer um apelo ao parlamento.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático