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MADRID 8 jan. (EUROPA PRESS) -
O Naleraq, partido separatista da Groenlândia, solicitou às autoridades da ilha que dialoguem “diretamente” com o governo do presidente americano, Donald Trump, “sem contar com a Dinamarca”, à medida que aumenta a tensão na Europa devido às ameaças de Washington.
Foi assim que o partido se pronunciou diante do pedido das autoridades da Groenlândia, que solicitaram uma reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, juntamente com representantes do governo dinamarquês, para tratar do assunto.
No entanto, membros do Naleraq, como Juno Berthelsen — que no passado esteve à frente da pasta das Relações Exteriores da Groenlândia —, enfatizaram a importância de que “a Groenlândia vá sozinha a essas conversas”. “Vamos trabalhar para que a Groenlândia mantenha contatos parlamentares diretos com os Estados Unidos”, afirmou em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
“Devemos ser capazes de abrir um diálogo sobre o que queremos e o que os Estados Unidos pensam, sem que tudo passe pelo filtro da parte dinamarquesa”, pontuou, ao mesmo tempo em que acusou o governo da Groenlândia de “parecer paralisado” diante dos últimos acontecimentos. “Eles não parecem capazes de lidar com isso, mesmo quando a parte americana está solicitando diálogo”, lamentou.
Naleraq defende a independência total da ilha e obteve 25% dos votos nas eleições de 2025, pelo que conta com 8 deputados no pequeno Parlamento da ilha, oficialmente denominado Inatsisartut, que tem um total de 31 assentos.
Apesar de o partido não fazer parte do governo de coalizão, ele defendeu a possibilidade de chegar a um acordo com Washington para uma “associação livre” entre as partes — pela qual a Groenlândia obteria apoio e proteção dos Estados Unidos em troca de direitos militares, sem ser anexada.
“Queremos independência e autodeterminação completas. Isso requer que nos preparemos no terreno político, mas também no prático, e que sejamos nós a estabelecer relações internacionais que possam sustentar o futuro da Groenlândia como nação soberana”, explicou.
As aspirações expansionistas de Trump sobre a Groenlândia têm sido uma constante desde que ele voltou à Casa Branca há um ano. Sob a justificativa da segurança nacional, apelando para a presença de navios chineses e russos na região, o presidente dos Estados Unidos vem reivindicando o controle da ilha.
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