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A Procuradoria de Teerã anuncia a acusação de quatro membros de um grupo político ligado aos protestos MADRID 9 fev. (EUROPA PRESS) -
O partido opositor Frente Reformista Iraniana denunciou neste domingo a detenção pela Guarda Revolucionária Iraniana (CGRI) da líder da formação, Azar Mansouri, bem como do chefe do comitê político, Ebrahim Asgharzadeh, e do membro Mohsen Aminzadeh.
“Azar Mansouri, chefe da Frente Reformista Iraniana, foi presa em sua residência pelas forças de inteligência do CGRI há uma hora, em cumprimento a uma ordem judicial”, anunciou o partido através de suas redes sociais, pouco antes de também alertar sobre as detenções de Asgharzadeh e Aminzadeh da mesma forma.
Além disso, a Frente Reformista afirmou que o Ministério Público de Teerã intimou o vice-presidente da organização, Mohsen Amin, e o secretário da mesma, Badr Sadat Mofidi, a depor perante os agentes de inteligência da Guarda Revolucionária. O MINISTÉRIO PÚBLICO DE TEERÃ IMPUTA QUATRO MEMBROS DE UM GRUPO POLÍTICO
Por sua vez, a Procuradoria de Teerã anunciou que apresentou acusações contra membros de um grupo político e midiático que encobriu os atentados terroristas de janeiro e afetou a segurança interna do país, de acordo com um comunicado divulgado pela agência iraniana Fars, que o relacionou com as detenções da Frente Reformista.
“Este movimento, por meio de uma extensa atividade organizativa no ciberespaço e nos bastidores, tentou exacerbar a situação política e social do país”, afirmou, alegando que “esses indivíduos se esforçaram para justificar as ações de elementos terroristas e perturbar a coesão nacional”.
Apesar de não esclarecer as identidades das pessoas detidas, o Ministério Público advertiu que quatro afiliados ao movimento foram acusados e que aqueles que, segundo a instituição, apoiavam ativamente Israel e os Estados Unidos foram detidos, enquanto outros membros foram intimados a depor.
A entidade associou assim os acusados aos protestos que assolam o país desde o final de dezembro e cuja repressão colocou o regime iraniano no centro das críticas de vários países, especialmente devido ao número de mortos: mais de 3.000, segundo Teerã, e cerca de 6.000, segundo organizações civis.
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