PRESIDENCIA DE EL SALVADOR - Arquivo
MADRID 2 ago. (EUROPA PRESS) -
A Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador acusou o governo de perpetrar um golpe de Estado com a aprovação no Parlamento da reforma constitucional que permite a reeleição indefinida do presidente do país.
O secretário-geral da FMLN, Manuel Flores, denunciou essas modificações como uma "ruptura da ordem constitucional". "Eles consumaram um golpe de Estado da Assembleia Legislativa e aprovaram, com desprezo e em violação da lei atual, a reeleição indefinida", disse Flores durante uma coletiva de imprensa.
O Congresso, dominado pelo partido governista Novas Ideias, do presidente Nayib Bukele, aprovou na quinta-feira, com 57 votos a favor, a reforma da Constituição de 1983. As reformas estendem o mandato presidencial de cinco para seis anos, eliminam o segundo turno das eleições e permitem que Bukele concorra novamente em 2027, com a possibilidade de governar até 2033.
Um artigo de transição reduz o mandato atual em dois anos para alinhar as eleições presidenciais, legislativas e municipais. "O que eles fizeram é ilegal e ilegítimo, a lei proíbe a reeleição presidencial imediata e indefinida", enfatizou Flores, alertando que essas medidas buscam "eternizar uma única pessoa no poder".
A FMLN anunciou que planeja "resistir" a essas medidas e convocou mobilizações "pacíficas" em protesto para "denunciar a situação em nível internacional".
Os partidos de oposição Alianza Republicana Nacionalista (ARENA) e Vamos expressaram sua oposição à reforma. Entre eles, a deputada Marcela Villatoro (ARENA) denunciou que "hoje a democracia morreu em El Salvador", destacando que o pacote de medidas foi "aprovado sem consulta, de forma grosseira e cínica". "Eles tiraram suas máscaras", disse ela sobre a coalizão governista.
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