POLICÍA NACIONAL - Arquivo
MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -
A Polícia Nacional prendeu onze pessoas acusadas de explorar sexualmente mulheres em situação econômica precária em três operações diferentes, nas quais conseguiram desmantelar duas organizações criminosas e dois bordéis em Madri.
Os acusados enganavam as vítimas em seus países de origem, e estas contraíam uma dívida de 10.000 euros que deveriam saldar exercendo a prostituição. Em um dos apartamentos, foi resgatada uma menor de 15 anos que atendia até 100 clientes por dia.
Os detidos são acusados de crimes de tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionados à prostituição. Dois dos detidos foram colocados em prisão preventiva, conforme informado pela Polícia em um comunicado.
A investigação teve início em outubro de 2025, após a denúncia de uma das vítimas, que afirmou ter sido trazida de seu país de origem para exercer a prostituição. Já na Espanha, recebia tratamento degradante e era submetida a condições de exploração sexual.
Com o avanço das investigações, descobriu-se que se tratava de uma organização criminosa com origem no exterior e que, de fato, recrutava suas vítimas lá. Eles utilizavam pessoas de confiança para enganar as mulheres e trazê-las para a Espanha.
Uma vez em território espanhol, as vítimas eram obrigadas a exercer a prostituição em condições degradantes. Na verdade, elas tinham proibido de sair da residência, estavam sujeitas a regras rígidas e a um controle permanente por meio de câmeras de videovigilância.
Os agora detidos as ameaçavam e coagiavam com santería, criando um ambiente de vigilância constante, obrigando-as a consumir diversas substâncias estupefacientes e a exercer a prostituição sem proteção, contraindo doenças sexualmente transmissíveis.
Por fim, a investigação culminou no último mês de abril com a invasão e busca em duas residências na cidade de Madri, onde duas pessoas foram detidas — e uma terceira em Alicante — e quatro vítimas foram libertadas. Em outro ponto da capital, outras quatro vítimas foram libertadas.
OUTRA OPERAÇÃO EM MADRI
Por outro lado, outra vítima de um bordel em Madri entrou em contato com os investigadores para denunciar a situação em que se encontrava. Ela relatou que uma conhecida a havia incitado a acessar um site erótico, no qual compartilhou fotos nuas com um homem que lhe oferecia trabalho como profissional do sexo.
Essa mulher trabalhava em três residências durante doze horas, descansando à noite para não alertar os vizinhos. Se alguma vítima tivesse a intenção de abandonar o negócio, era coagida e ameaçada com a revelação de sua identidade e com a divulgação de sua atividade.
Os clientes acessavam a residência com um código para abrir a porta e possuíam vouchers com ofertas que podiam ser utilizados sem limite de tempo. Uma investigação árdua levou os agentes a realizar três invasões e buscas nessas residências que eram utilizadas como bordéis, onde três mulheres foram libertadas.
No total, como resultado dessas operações, a Polícia Nacional conseguiu desmantelar duas organizações criminosas e dois bordéis em Madri, detendo onze pessoas como supostos autores dos crimes de tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionada à prostituição.
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