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MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral adjunto para Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, afirmou nesta quinta-feira que a organização internacional está trabalhando para manter sua presença no Líbano após a retirada da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), prevista para 2027.
“Estamos trabalhando nisso. Ouvimos as autoridades libanesas, que nos manifestaram seu desejo de manter uma presença da ONU que não seja necessariamente idêntica à da FINUL”, explicou Lacroix em uma coletiva de imprensa em Genebra, na Suíça.
Nesse sentido, ele detalhou que esse eventual mecanismo que substituirá a FINUL — cujo mandato expira em 31 de dezembro de 2026 — poderia ter funções de observação e capacidade de apresentar relatórios, além de servir como elo entre os atores libaneses e participar de questões como a resolução de conflitos ou as minas.
Lacroix informou que consultaram essa questão com Israel e outros Estados-membros após um pedido do Conselho de Segurança da ONU, que solicitou que fossem apresentadas, até 1º de junho, recomendações para uma possível presença das Nações Unidas no Líbano após a retirada da FINUL.
Isso ocorre apesar de os “capacetes azuis” terem intensificado suas atividades na sequência da última ofensiva de Israel, coincidindo com o lançamento de projéteis pelo partido-milícia xiita Hezbollah contra território israelense em retaliação à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em um bombardeio no âmbito da ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Nos últimos meses, três militares indonésios e dois franceses destacados pela FINUL morreram no sul do Líbano — onde já faleceram mais de 2.400 pessoas desde o início da ofensiva, em 2 de março — apesar da trégua acordada entre as partes.
A FINUL — criada em 1978 — desempenha um papel limitado na chamada “Linha Azul”, que se estende por 120 quilômetros ao longo da fronteira sul do Líbano e da fronteira norte de Israel, onde atua para monitorar a cessação das hostilidades entre as tropas israelenses e o Hezbollah, uma vez que seu mandato não permite o uso da força.
Suas atividades são reguladas pela Resolução 1701, aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU em 2006, após a grave crise entre Israel e a milícia. A FINUL é composta por cerca de 8.000 militares, dos quais cerca de 650 são espanhóis.
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