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MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
A ONU reiterou nesta segunda-feira a necessidade de se chegar a um acordo de paz na Ucrânia que seja "sustentável" e reconheça "a soberania e a integridade (territorial)" do país europeu, depois que o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou uma trégua de três dias, assegurando sua "disposição de abrir negociações de paz sem condições prévias".
"Queremos ver o fim da guerra", disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, que insistiu que a solução deve ser "firmemente baseada na Carta da ONU" e no "direito internacional".
Além disso, Dujarric advertiu que "qualquer internacionalização de qualquer conflito não é um passo na direção certa", em referência ao envolvimento de tropas norte-coreanas nos combates entre as forças russas e ucranianas.
As autoridades do país asiático confirmaram pela primeira vez na segunda-feira sua colaboração com o exército russo em uma declaração na qual saudaram a "libertação" de Kursk dos "ocupantes neonazistas".
O porta-voz de António Guterres também se manifestou sobre as ações do inquilino da Casa Branca, Donald Trump, nas conversações entre a Rússia e a Ucrânia, afirmando que "apreciamos todos e cada um dos esforços que levam ao fim deste conflito em linha com a nossa posição, que foi declarada muitas, muitas, muitas, muitas, muitas, muitas vezes".
O líder russo anunciou uma trégua de três dias em sua ofensiva na Ucrânia para marcar o Dia da Vitória, o aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, argumentando que a suspensão da ação militar é de natureza humanitária.
Seu colega ucraniano, Volodimir Zelenski, por sua vez, apresentou novamente sua proposta de um cessar-fogo imediato, sem ter que esperar até 8 de maio "para que Putin possa fazer seu desfile tranquilo". "Deve ser imediato, total e incondicional e por pelo menos 30 dias para garantir que seja seguro e tenha garantias", argumentou em sua conta na rede social X.
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