Publicado 24/03/2025 13:51

ONU reduz sua presena em Gaza e culpa Israel por bombardeios contra trabalhadores

22 de maro de 2025, Deir El-Balah, Faixa de Gaza, Território Palestino: Palestinos inspecionam os escombros de uma estrutura atingida por um bombardeio israelense em Deir al-Balah, Faixa de Gaza, no sábado, 22 de maro de 2025
Europa Press/Contacto/Moiz Salhi

MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral das Naes Unidas, António Guterres, anunciou que a organizao foi forada a tomar a "difícil deciso" de reduzir sua presena na Faixa de Gaza devido crescente insegurana, após a morte, na semana passada, de um funcionário da ONU vítima de um ataque atribuído abertamente a Israel.

"A ONU no está deixando Gaza. A ONU permanece comprometida em continuar fornecendo a ajuda da qual os civis dependem", disse Guterres em uma declarao na qual lamentou que, por mais de trs semanas, as autoridades israelenses no permitiram a entrada de nenhum caminho de suprimentos.

A violao do cessar-fogo por parte de Israel desencadeou uma nova onda de "ataques devastadores" no enclave palestino, incluindo um na semana passada que matou um funcionário do Escritório de Servios para Projetos da ONU (UNOPS) e feriu gravemente trs outros funcionários da ONU.

"De acordo com nossas informaes, os ataques que atingiram uma instalao da ONU em Deir el Ballah em 19 de maro foram causados por um tanque israelense", disse Guterres em uma declarao na segunda-feira, na qual ele lembrou que todas as partes estavam cientes da localizao da instalao.

Nesse sentido, ele insistiu na "inviolabilidade absoluta" que as instalaes da ONU teoricamente desfrutam de acordo com o direito internacional e pediu uma investigao "total, completa e independente" para esclarecer esse incidente. Se as garantias mínimas no forem respeitadas, ele advertiu, o pessoal da ONU "enfrentará riscos intoleráveis enquanto estiver trabalhando para salvar a vida de civis".

Guterres, que novamente pediu a proteo dos civis e a libertao "imediata e incondicional" dos reféns ainda mantidos pelas milícias palestinas, descreveu a restaurao do acordo de cessar-fogo como "urgente".

"Todos os países devem usar sua influncia para acabar com o conflito e garantir o respeito ao direito internacional, aplicando presso diplomática e econmica e combatendo a impunidade", acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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