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MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos lamentou nesta quarta-feira a proibição do Yabloko, a única formação política contrária à guerra na Ucrânia presente na cédula eleitoral na Rússia e que não poderá participar das eleições de setembro, exigindo que Moscou revogue essa medida.
“Estamos profundamente preocupados com a exclusão do Yabloko, um dos partidos políticos mais antigos da Rússia, das eleições parlamentares de setembro. Instamos as autoridades a revogarem essa proibição”, afirmou o órgão liderado por Volker Turk nas redes sociais.
Essa declaração surge depois que a Suprema Corte da Rússia proibiu, no início desta semana, a participação do Yabloko nas eleições legislativas de setembro, após uma ação movida pelo partido Rodina alegando um suposto financiamento irregular do partido. O líder do Yabloko, Nikolai Ribakov, negou as acusações e anunciou que recorrerá da decisão.
“Temos cinco dias e faremos todo o possível para garantir que o Yabloko permaneça na cédula eleitoral”, declarou Ribakov em frente ao Supremo, em Moscou, que já havia sido anteriormente inabilitado por “extremismo” devido às manifestações de apoio e às condolências que prestou pela morte do opositor Alexei Navalni.
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