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Turk considera que “abordar as queixas subjacentes através de um diálogo inclusivo” é “essencial para evitar uma maior escalada”. MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) -
As Nações Unidas instaram nesta sexta-feira a investigar “com independência e transparência” as mortes registradas no Irã durante os protestos dos últimos dias contra a crise econômica e a piora do nível de vida, que até agora teriam deixado mais de trinta vítimas mortais, segundo organizações civis. “Todas as mortes devem ser investigadas com rapidez, independência e transparência. Os responsáveis por qualquer violação devem prestar contas de acordo com as normas e padrões internacionais”, declarou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, através de um comunicado.
Nesse sentido, ele se mostrou “profundamente consternado com os relatos de violência durante os protestos” em todo o país da Ásia Central e ressaltou que “o direito ao protesto pacífico, consagrado no Direito Internacional, deve ser protegido”.
Turk também se mostrou alarmado com os cortes de Internet e comunicações a nível nacional, alegando que “estas ações prejudicam a liberdade de expressão e o acesso à informação, além de afetarem o trabalho daqueles que documentam violações dos direitos humanos e o acesso a serviços essenciais e de emergência”.
Por fim, ele observou que seu escritório tomou nota da posição das autoridades iranianas de que “é urgente atender às preocupações da população”: “Abordar as queixas subjacentes por meio de um diálogo inclusivo e significativo, em conformidade com o Direito Internacional, continua sendo essencial para evitar uma maior escalada”.
A queda do poder aquisitivo de milhões de cidadãos iranianos — com quedas históricas no valor da moeda nacional, o rial — está na origem dos protestos, que ocorrem também em pleno aumento das sanções dos Estados Unidos que, juntamente com Israel, voltaram a apontar para o seu programa nuclear, com bombardeamentos incluídos, como os de junho passado, que mataram mais de 1.100 pessoas.
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