MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
A ONU enfatizou sua condenação à expansão dos assentamentos israelenses nas áreas ocupadas da Cisjordânia, uma prática que é "ilegal" de acordo com o direito internacional e que o gabinete do secretário-geral, António Guterres, pediu para congelar e reverter a fim de facilitar uma solução de dois Estados entre israelenses e palestinos.
"Condenamos a decisão tomada hoje", disse o porta-voz de Guterres, Stephane Dujarric, referindo-se a um projeto controverso que prevê a construção de 3.400 casas e que, de fato, divide a Cisjordânia em duas, conforme comemorado por membros ultranacionalistas do governo de Benjamin Netanyahu.
Dujarric exortou o governo israelense a respeitar suas "obrigações" internacionais, uma mensagem que, como ele mesmo reconheceu, já lhe foi transmitida em outras ocasiões, sem sucesso. No entanto, ele insistiu que, para a ONU, "não há alternativa" à solução de dois Estados.
O governo do Reino Unido também se juntou às críticas, com seu ministro das Relações Exteriores, David Lammy, deplorando um plano que "dividiria o Estado palestino em dois". "É uma violação flagrante do direito internacional", denunciou ele em uma mensagem na rede social X, na qual também pediu a Netanyahu que voltasse atrás.
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