Europa Press/Contacto/Tariq Mohammad
MADRID 13 mar. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do secretário-geral das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, destacou nesta quinta-feira que a organização continua “pressionando” seus homólogos em Israel e no Egito para que seja reaberta a passagem de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito, bem como as demais passagens fronteiriças.
“Continuamos pressionando nossos homólogos israelenses e egípcios para que reabram não apenas Rafah, mas também os demais postos fronteiriços”, precisou o porta-voz de António Guterres em entrevista coletiva, em resposta a perguntas da mídia sobre possíveis negociações para a reabertura do posto com vistas a possíveis evacuações médicas.
Nessa linha, após alertar que a situação em Gaza “continua grave” devido aos ataques, bombardeios e tiroteios que abalam “toda a faixa”, o porta-voz lembrou que a passagem fronteiriça de Kerem Shalom continua sendo “a única passagem operacional” para a entrada de cargas humanitárias.
“Todas as passagens fronteiriças devem estar abertas para permitir que as pessoas se desloquem voluntariamente, incluindo as evacuações médicas e aqueles que desejam regressar a Gaza”, considerou Dujarric, para, em seguida, aprofundar a importância de “aliviar o estrangulamento” que se forma em Kerem Shalom.
Vale lembrar que a passagem de Rafah foi fechada “até nova ordem” pelas autoridades militares israelenses em 28 de fevereiro, alegando “ajustes de segurança” decorrentes do início da ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Na altura, o Coordenador das Atividades do Governo nos Territórios (COGAT) israelita garantiu que o encerramento das passagens não teria “qualquer impacto na situação humanitária na Faixa de Gaza” porque, insistiu, tinham entrado “quantidades substanciais de alimentos desde o início do cessar-fogo” que representavam “quatro vezes as necessidades nutricionais da população”.
No entanto, Dujarric lamentou que cerca de 400.000 pessoas tenham recebido rações de alimentos que “tiveram que ser reduzidas pela metade” em fevereiro porque muitos caminhões foram rejeitados na passagem fronteiriça de Kerem Shalom, quando as equipes tentavam repor os estoques.
Além disso, alertou, alguns parceiros foram obrigados a alterar as refeições quentes que oferecem nas cantinas comunitárias, enquanto outros tiveram que “suspender” a distribuição de produtos frescos devido à “escassez e aos preços elevados”.
“É importante ter em conta que o acesso aos alimentos não depende apenas da ajuda humanitária, mas também do acesso aos produtos comerciais que entram em Gaza”, afirmou.
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