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MADRID, 21 mar. (EUROPA PRESS) -
O Escritório de Direitos Humanos da ONU expressou sua "profunda preocupação" com a aprovação no Parlamento húngaro de uma lei que limita a expressão pública de grupos LGTBI e pediu a revogação dessa iniciativa, bem como de qualquer outra que implique retrocessos em termos de direitos e liberdades.
A porta-voz do escritório, Liz Throssell, teme que a nova lei implique "restrições arbitrárias e discriminatórias" a direitos básicos como liberdade de expressão, reunião pacífica e privacidade, e questionou se a tecnologia de reconhecimento facial pode ser usada para identificar manifestantes indiscriminadamente.
Throssell, em nome do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, defendeu que a Hungria deveria cumprir suas "obrigações internacionais" e abordar os "altos níveis de intolerância, discriminação e assédio com base na orientação sexual e na identidade de gênero".
A medida aprovada esta semana, promovida pelo partido do primeiro-ministro Viktor Orbán, é mais um passo na redução dos direitos, depois que o governo disse que já estava restringindo a disseminação de informações relacionadas ao LGTBI nas escolas em nome da proteção infantil.
"O direito das crianças a uma educação saudável é um direito fundamental", disse Orbán em uma entrevista de rádio na sexta-feira, argumentando que é necessário proteger os menores de "provocações sexuais" em espaços públicos.
Nesse sentido, ele voltou a acusar o que considera ser um "ativismo de gênero" que está ligado a uma "vasta rede internacional" supostamente vinculada a manifestações como a LGTBI Pride.
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