Europa Press/Contacto/Mohammad Abu Ghosh - Arquivo
MADRID 1 maio (EUROPA PRESS) -
A queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro passado fez com que cerca de 470 mil refugiados retornassem à Síria, enquanto cerca de 1,1 milhão de pessoas deslocadas internamente voltaram aos seus locais de origem, de acordo com um novo relatório publicado na quinta-feira pelas Nações Unidas.
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) já confirmou o retorno de 472.000 pessoas que estavam fora do país, embora o número ultrapasse 833.000 se todos os refugiados que retornaram desde o início de 2024 e não apenas desde dezembro forem levados em consideração.
Melhorias políticas e de segurança e o desejo de se reunir com suas famílias são os principais motivos que levam essas pessoas a tentar retornar ao local de onde fugiram, em muitos casos no início de uma guerra civil que eclodiu em 2011. No entanto, o ACNUR também destacou restrições, como a destruição de propriedades e danos à infraestrutura.
O chefe do ACNUR, Filippo Grandi, reuniu-se na última segunda-feira em Nova York com Asaad al Shaibani, a quem agradeceu por sua "cooperação construtiva" com o trabalho da ONU. De fato, os dois homens fizeram progressos na organização de futuras reuniões técnicas entre as atuais autoridades sírias e os governos dos países vizinhos para tentar administrar da melhor forma possível o retorno dos refugiados que desejarem fazê-lo.
O próprio ACNUR lançou um projeto piloto em janeiro para facilitar os retornos e já ajudou mais de 1.800 refugiados da Jordânia a retornarem à Síria.
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