Publicado 31/07/2025 01:05

A ONU diz que os lançamentos aéreos de ajuda não chegam "nem perto" do que um comboio carregaria

28 de julho de 2025, Deir El-Balah, Faixa de Gaza, Território Palestino: Suprimentos de ajuda humanitária são lançados por aviões militares de carga sobre a parte oeste de Deir al-Balah, em Al-Zawayda, Gaza. Os pacotes de ajuda foram coletados do chão por
Europa Press/Contacto/Ahmed Ibrahim

Acolhe as iniciativas, mas aponta para quantidades "limitadas" e riscos de entrega

MADRID, 31 jul. (EUROPA PRESS) -

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse na quarta-feira que os lançamentos aéreos de ajuda humanitária sobre a Faixa de Gaza não atendem às necessidades da população do enclave palestino, pois não chegam "remotamente" perto do que um comboio de caminhões pode transportar.

"A quantidade que pode ser lançada de uma aeronave não chega nem perto da quantidade que pode ser lançada e entregue por um comboio de caminhões", disse o porta-voz adjunto Farhan Haq em uma coletiva de imprensa, depois de responder duas vezes negativamente se os lançamentos aéreos poderiam atender às necessidades da população de Gaza.

Ele também explicou que a ONU "não faz parte desse processo", o que ele atribuiu a "uma série de acordos bilaterais" quando perguntado sobre as iniciativas anunciadas pela França, Espanha, Reino Unido e Bélgica para lançar ajuda humanitária por via aérea no enclave palestino.

"Não daremos as costas a nenhum esforço para levar a ajuda com segurança às pessoas que precisam dela", disse Haq, observando que "entre os riscos associados aos lançamentos aéreos e a pequena quantidade de mercadorias que podem ser lançadas por via aérea, acreditamos que é completamente insuficiente contar com isso como um mecanismo para levar ajuda à população de Gaza".

O porta-voz de Guterres enfatizou que a ONU "não é contra qualquer coisa que forneça mais ajuda", mas observou que, além das proporções "limitadas" que podem ser distribuídas dessa forma, há "alguns problemas para garantir que os alimentos lançados por via aérea sejam distribuídos às pessoas necessitadas". A esse respeito, ele apontou "a dificuldade de garantir que a ajuda possa ser lançada em um local onde as pessoas possam acessá-la com facilidade e segurança", ou a "queda" em tendas de alguns dos lançamentos já realizados.

Mesmo assim, "a quantidade total de ajuda que está chegando continua a aumentar, e agradecemos todos os esforços nesse sentido", disse o porta-voz de Guterres, que insistiu que a ONU quer que "o maior número possível de países e partes participe da entrega da ajuda". "A quantidade que tem chegado até agora não foi suficiente para evitar o tipo de preocupação que temos visto", disse ele.

Ele também fez eco às afirmações do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), que disse que continuava a "registrar baixas entre os que buscam ajuda e mais mortes por fome e desnutrição", pediu a abertura de mais acessos para a distribuição de combustível e insistiu que "um cessar-fogo permanente é mais necessário do que nunca".

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