Osamah Yahya/dpa - Arquivo
MADRID 30 jan. (EUROPA PRESS) - A ONU denunciou nesta sexta-feira que os rebeldes houthis do Iêmen invadiram até seis escritórios da ONU na capital, Sanaa, nos quais não havia funcionários da organização internacional presentes, e confiscaram equipamentos de telecomunicações e veículos.
“As Nações Unidas não autorizaram a retirada desses bens, nem as autoridades de facto informaram à ONU os motivos para tal”, denunciou em comunicado o coordenador humanitário para o Iêmen, Julien Harneis, no qual detalhou que o equipamento foi transferido para um “local desconhecido”.
Harneis indicou que o equipamento — importado para o Iêmen de acordo com os procedimentos locais e com as autorizações necessárias — faz parte da “infraestrutura mínima de que a ONU precisa para estar presente” no país e cumprir seus programas.
“Os houthis não autorizam o Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas (UNHAS) a voar para Sanaa há mais de um mês, nem para Mareb, controlada pelo governo internacionalmente reconhecido, há quatro meses”, indicou, acrescentando que “não explicaram os motivos” por trás dessa proibição.
Nesse sentido, reiterou que esses voos “são o único meio pelo qual o pessoal das ONGs internacionais pode entrar e sair das zonas sob o controle dos houthis, o que “limita ainda mais a prestação de assistência humanitária nessas zonas”.
“Esta confiscação de ativos da ONU e o bloqueio dos voos da UNHAS pelos houthis de Sanaa ocorrem num momento em que as necessidades humanitárias no Iémen, especialmente nas zonas sob seu controle, estão aumentando”, alertaram.
Harneis lamentou que as autoridades houthis tenham tomado este tipo de medidas de forma “unilateral” e sem consultar a ONU, impedindo assim “chegar a acordos mutuamente aceitáveis para a prestação de assistência” humanitária.
Os houthis, aliados do Irã, prenderam dezenas de funcionários das Nações Unidas acusados de espionagem, uma decisão condenada pela organização internacional. O grupo controla a capital iemenita, Sana, e outras áreas do norte e oeste do país desde 2015.
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