Europa Press/Contacto/Nina Liashonok
MADRID, 26 ago. (EUROPA PRESS) -
As Nações Unidas denunciaram que o número mensal de crianças vítimas na Ucrânia atingiu, em julho, seu nível mais alto em quatro anos, no contexto de um conflito que já deixou cerca de 3.950 crianças mortas ou feridas desde o início da invasão russa, desencadeada em fevereiro de 2022 por ordem do presidente da Rússia, Vladimir Putin.
A Missão de Observação dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia informa que, em julho, 17 crianças morreram, enquanto 166 ficaram feridas, o que representa um aumento de 49% em relação ao mês anterior. A isso somam-se os ataques ocorridos no mês de agosto, que deixaram dezenas de menores mortos e feridos no país europeu.
“Há meninos e meninas que morrem e ficam feridos em suas casas, em seus parques infantis e em suas comunidades. Estão ocorrendo ataques contra escolas e hospitais”, afirmou a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) na Ucrânia, Anne-Claire Dufay.
“Muitas vidas jovens foram ceifadas ou alteradas para sempre. Isso é inaceitável. As crianças precisam de paz”, destacou ela, lembrando que, desde o início da invasão, foram registrados 3.946 crianças mortas ou feridas na Ucrânia, um número que provavelmente é ainda maior.
Por isso, o UNICEF fez um apelo para que os ataques cessem e para que haja “pleno” respeito ao Direito Internacional Humanitário, incluindo a proteção das crianças e das infraestruturas civis das quais elas dependem, em meio ao impasse no processo de diálogo entre Kiev e Moscou para um possível acordo de paz.
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