MADRID 20 jun. (EUROPA PRESS) -
As Nações Unidas defenderam nesta sexta-feira o trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), depois que o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI), Mohamad Eslami, ameaçou tomar medidas legais contra o presidente da agência da ONU, Rafael Grossi.
"Eles têm o conhecimento e a experiência para lidar com esses problemas, muitas vezes em situações muito difíceis. Já vimos o trabalho que eles fizeram em Zaporiyia (Ucrânia), no meio de uma zona de guerra, tentando manter uma usina nuclear segura", explicou o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric.
Nesse sentido, ele destacou que "as agências da ONU não existem por conta própria". "Elas são um reflexo da vontade coletiva dos membros dessa organização e devem ter permissão para fazer seu trabalho", acrescentou em uma coletiva de imprensa.
Isso ocorre depois que Eslami criticou Grossi por sua "inação" diante dos ataques israelenses às instalações nucleares iranianas, depois que Israel bombardeou o reator de água pesada de Arak, no oeste do Irã.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, acusou Grossi de produzir um relatório "tendencioso" sobre o programa nuclear iraniano, que foi usado como um "pretexto" por "um regime genocida e belicista para travar uma guerra de agressão contra o Irã".
Ele disse que o presidente da AIEA "traiu o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e fez da agência da ONU uma "parceira nessa guerra injusta" contra Teerã. "Narrativas enganosas têm consequências terríveis e exigem responsabilidade", disse ele em um post na mídia social.
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