Europa Press/Contacto/Bianca Otero
MADRID, 14 abr. (EUROPA PRESS) -
As Nações Unidas criticaram a decisão do gabinete de segurança de Israel de aprovar mais 34 assentamentos na Cisjordânia e afirmaram que isso se insere no aumento da construção dessas instalações, “ampliando e consolidando a anexação” de território palestino pelas autoridades israelenses.
O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, mostrou-se “gravemente preocupado” com essas informações e destacou que esse número seria “o maior aprovado de uma só vez”, segundo um comunicado publicado por seu gabinete nas redes sociais.
“Isso dá continuidade à marcante tendência de aumento da construção ilegal de assentamentos, que amplia e consolida a anexação israelense do território palestino ocupado”, alertou, antes de enfatizar que o governo de Israel deve interromper esse tipo de ação.
“Israel deve cessar imediatamente o estabelecimento e a expansão de assentamentos e reverter suas políticas de colonização, evacuando todos os colonos e pondo fim à ocupação do território palestino”, concluiu Turk.
A Comissão contra o Muro e os Assentamentos e organizações de direitos humanos como Yesh Din e Peace Now revelaram na semana passada que o gabinete de segurança israelense aprovou a criação de 34 novos assentamentos na Cisjordânia. A decisão teria sido adotada em uma reunião realizada há semanas, segundo o jornal israelense “The Times of Israel”, sem que o Executivo tenha confirmado até o momento tal anúncio.
A medida elevaria para 103 o número total de assentamentos construídos ou legalizados desde que o atual governo assumiu suas funções em dezembro de 2022, um número bastante distante dos seis aprovados pelas autoridades nos 30 anos anteriores, aponta o referido jornal.
O Direito Internacional considera ilegais todos os assentamentos nos Territórios Palestinos Ocupados, embora o governo de Israel faça distinção entre aqueles aos quais concedeu permissão e aqueles aos quais não concedeu, sendo estes últimos os únicos que considera contrários à lei, apesar das críticas internacionais e dos pronunciamentos da Corte Internacional de Justiça (CIJ) nesse sentido.
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