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MADRID, 19 ago. (EUROPA PRESS) -
Mais de 1.850 palestinos morreram na Faixa de Gaza desde o final de maio ao tentar obter ajuda humanitária, mil deles nas proximidades dos pontos estabelecidos pela nova fundação criada por Israel para monopolizar a entrega, de acordo com uma nova contagem da ONU.
Entre 27 de maio e 17 de agosto, o escritório de direitos humanos da ONU conseguiu documentar 1.857 fatalidades, 1.021 delas nas proximidades dos enclaves da Fundação Humanitária para Gaza e outras 836 nas rotas dos caminhões.
A "maioria" dessas vítimas teria sido morta por fogo do exército israelense, disse o porta-voz da ONU, Thameen al-Kheetan, que novamente alertou sobre o risco sempre presente de fome na Faixa de Gaza.
Um risco que, em suas próprias palavras, "é um resultado direto da política do governo israelense de bloquear a ajuda humanitária". Com relação a isso, ele enfatizou que os suprimentos autorizados estão "muito abaixo" dos níveis necessários para atender às necessidades da população.
A visita do Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, ao líder palestino preso Marwan Barghouti foi "inaceitável", pois tanto a visita em si quanto a subsequente transmissão das imagens violaram a "dignidade" do prisioneiro.
"O direito internacional exige que todos os detentos sejam tratados humanamente, com dignidade, e que seus direitos humanos sejam respeitados e protegidos", disse o porta-voz, que teme que o gesto de Ben Gvir possa até mesmo "incentivar a violência" contra os prisioneiros palestinos.
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